[Fotos] Céline Dion fala sobre a doença, os fãs e o regresso aos palcos em nova entrevista e capa da Harper’s Bazaar
Céline Dion abriu o coração numa nova entrevista à Harper’s Bazaar, publicada esta terça-feira, 18 de agosto, onde falou sobre os anos difíceis que viveu devido à síndrome da pessoa rígida, a recuperação e, sobretudo, a enorme vontade de voltar a cantar perante o público.
A entrevista fará parte da edição de setembro da edição especial Icons da revista e terá Céline Dion na capa.
Céline, que se prepara para regressar aos palcos em Paris em setembro, admite que os últimos anos foram extremamente duros. Ela revelou que começou a sentir sintomas da doença cerca de 17 anos antes de receber o diagnóstico, em 2022. Durante esse período, chegou várias vezes a cancelar concertos atribuindo os problemas a constipações ou outros motivos, quando, na realidade, já enfrentava sintomas que afetavam seriamente a sua capacidade de atuar.
“É uma condição progressiva”, explica Céline, acrescentando que prefere não chamar-lhe “doença”. A síndrome chegou a provocar-lhe episódios em que praticamente não conseguia andar e, em determinados momentos, precisava de tomar doses elevadas de Valium simplesmente para conseguir funcionar.
Hoje, porém, a realidade é diferente. A cantora está a trabalhar intensamente para recuperar a força e a mobilidade, fazendo Pilates três vezes por semana, sessões de ballet e fisioterapia, além do acompanhamento médico.
“Tenho de continuar a mexer-me”, explica, numa referência à necessidade de manter o corpo ativo devido à sua condição.
“Eles pagaram os bilhetes. Compraram os meus discos.”
Apesar de toda a preparação física, é sobretudo o público que está no centro dos pensamentos de Céline.
Depois de seis anos praticamente afastada dos palcos — com a atuação na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, como a grande exceção — Céline diz que sente uma enorme falta dos fãs.
“Eles pagaram os bilhetes. Compraram os meus discos. Deram-me esse luxo. O mínimo que posso fazer é dizer-lhes que estou viva”, afirma.
E acrescenta: “Já passou tanto tempo. Gostaria de lhes oferecer algo que mostrasse o quanto senti a falta deles.”
É precisamente essa vontade que a leva agora de volta a Paris. Céline vai iniciar em setembro uma residência de cinco semanas, depois de ter descrito o regresso como o melhor presente de aniversário que poderia receber. A enorme procura levou ainda à marcação de uma nova residência para maio de 2027.
“Se não queres voltar aos palcos, podes ficar em casa”
Céline também reconhece que regressar à vida pública significa voltar a lidar com todas as exigências que acompanham o estatuto de uma estrela mundial.
“Se não queres dar autógrafos, se não queres arranjar-te, se não queres ser incomodada porque a tua massa vai ficar fria, podes sempre ficar em casa”, diz, numa das passagens mais descontraídas da entrevista. “Mas olha para o que tens.”
A frase resume a forma como parece encarar esta nova fase: depois de ter sentido que perdeu a possibilidade de cantar, Céline está agora disposta a aceitar também os lados menos agradáveis da fama para poder voltar a fazer aquilo que mais ama.
“Eu não desapareci”
A cantora fala ainda sobre o período em que se afastou do mundo e sobre a dificuldade de mostrar aos fãs aquilo que realmente estava a acontecer.
Durante anos, Céline tentou esconder a gravidade da sua situação. Sentia que estava a dececionar o público sempre que precisava de cancelar um concerto e chegou a sentir que já não podia ser considerada uma artista em quem os fãs podiam confiar.
Mas hoje vê as coisas de outra forma.
A relação com o público tornou-se ainda mais importante para ela e foi também uma das razões que a levou a expor a sua realidade no documentário I Am: Céline Dion.
Na entrevista, Céline deixa claro que não quer que o seu regresso seja visto simplesmente como um “comeback”. Para ela, trata-se de recuperar uma parte essencial da sua própria identidade.
“É tão bom estar viva”, diz a cantora, numa reflexão sobre tudo aquilo que passou e sobre a possibilidade de voltar a fazer planos.
A Céline que surge nesta entrevista é, por isso, uma artista consciente das suas limitações, mas também determinada a não deixar que a doença defina o resto da sua vida.
Depois de anos em que teve de aprender novamente a controlar o próprio corpo, está agora pronta para voltar ao palco.
E, acima de tudo, está pronta para voltar a encontrar-se com os fãs que tanto sentiu falta.
Entrevista completa: Harper’s Bazaar. Ler a entrevista completa na Harper’s Bazaar
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